terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Soneto de Chuva


É Chuva! Chegou... Ela chegou, ruído
Bom, de sussurro de boca colada
No rosto, um cheiro de terra molhada
Que me toca a pele e fica comigo.

É noite, é cedo, e a chuva co'um gemido
Se deita sobre a grama, carícia velada,
Ela se chega, como quem não quer nada,
Contando segredos indecifráveis, no ouvido.

A Chuva que acalma, e rapidinho apavora.
Não disse quando volta, nem se vem
De novo, deitar-se nos olhos do meu bem.

Saudade... Molha por dentro, a chuva lá fora.
A chuva que se entrega, mas é de ninguém,
Me beija um beijo molhado e depois vai embora.

Thiago Marques, Salvador, 12/fevereiro/2013.

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